Mini arroz com carne seca e triologia de cajú – Gosto com Gosto

O Restaurante Gosto com Gosto fica na pequena vila de Visconde de Mauá (apenas “Mauá” para os íntimos), que pertence ao município de Rezende – RJ. Para chegar lá, você passa por Penedo (aproveite para visitar o Jardim Secreto) e dirige mais 30 km em uma serra com belas paisagens (esta estrada foi asfaltada há pouco tempo, o que facilitou muito a viagem).

Visconde de Mauá é uma aconchegante vila que faz questão mostrar as maravilhas que possui em meio às matas: dezenas de cachoeiras lindíssimas. Para chegar nelas, é preciso passar pelas esburacadas estradas de terra que tem um movimento intenso de turistas em busca de aventura. As pousadas e os restaurantes ficam espalhados também pelas vilas próximas: Maringá e Maromba.

Priscila e ao fundo os praticamentes do "Boia cross", um dos esportes praticados em Visconde de Mauá

Priscila e ao fundo os praticantes do “Boia cross”, um dos esportes praticados em Visconde de Mauá

Maringá é uma vila pequena, que é cortada por um rio. De um lado do rio a vila pertence ao estado do Rio de Janeiro. Do outro lado do rio, os moradores estão no estado de Minas Gerais. Há uma cervejaria artesanal e muitas lojas de artesanato local. A via principal é extremamente estreita com carros estacionados em toda a sua extensão e ao mesmo tempo é mão dupla: o carro mais esperto passa na frente rumo às belas cachoeiras e pousadinhas de cair o queixo.

Mais à frente há a vila de Maromba, que é uma espécie de miniatura de Maringá, só que mais rústica e mais povoada de “bichos grilos”.

Mas voltemos ao Gosto com Gosto. Tivemos grandes recomendações dele. Ouvimos que ele seria “o melhor restaurante de comida mineira fora de minas”. O restaurante é bem fácil de achar, fica no início da avenida principal do lado direito de quem chega à vila de Mauá. Logo na entrada tem uma cachaçaria diversificada de tirar o fôlego. Encontramos lá a nossa querida e famosa cachaça itajubense Musa.

Bernardo, na cachaçaria do restaurante

Bernardo, na cachaçaria do restaurante

A decoração é tipicamente mineira: mesas de madeira, parede de tijolo. Vários pratos da boa lembrança pendurados nas paredes dão o toque final.

O ambiente interno do restaurante

O ambiente interno do restaurante

Não tivemos a oportunidade de conhecer a chef-celebridade Mônica Rangel, porém a decoração é recheada de fotos dela no programa da Ana Maria Braga da Globo. Ela também é a chef principal do Cruzeiro Gourmet organizado pela associação da Boa Lembrança.

A chefe-celebridade Mônica Rangel

A chefe-celebridade Mônica Rangel

O restaurante conta com um leque de produtos com a marca Gosto com Gosto, tais como cachaças, mini arroz, pimentas. Como bons mineiros que somos não podiamos deixar de provar  a cachaça de delicioso aroma e sabor. Também tomamos o vinho português exclusivo, que caiu muito bem com os pratos, embora um dos pratos tenha sido um peixe e o vinho era tinto. Mesmo assim, harmonizou bem, porque o molho da truta estava forte.

O vinho português exclusivo do restaurante

O vinho português exclusivo do restaurante

Não precisamos fazer reserva. O cardápio torna difícil escolher entre tantas maravilhas mineiras e entre elas estava o  prato da boa lembrança. O “Mini Arroz com carne seca e triologia de cajú”, é de comer rezando. Uma combinação perfeita de um arroz especial, carne seca desfiada e castanha de cajú, acompanhados de feijão e uma deliciosa farofa.

Mini arros com Carne seca e Trilogia do caju

Mini arros com Carne seca e Trilogia do caju

O prato da boa lembrança: Mini arros com Carne seca e Trilogia do caju

O prato da boa lembrança

Os pratos são bem generosos. No final fomos abordados com a notícia que os docinhos eram por conta da casa. Era uma variedade de doces de abóbora, doce de leite, ambrosia, cidra e mamão verde. E um queijo minas fresquinho pra acompanhar. Um verdadeiro espetáculo que nenhum mineiro em sã consciência conseguiria negar.

O buffet de doces

O buffet de doces

Parabéns, Mônica Rangel! Depois dessa experiência gastronômica é impossível pensar em Visconde de Mauá sem pensar no Gosto com Gosto. De nossa parte, você merece realmente o título de “melhor restaurante de comida mineira fora de Minas Gerais”.

Paella – Feitiços da Sogra

Este post é uma contribuição da nossa leitora Fátima Goulart, que tem este blog aqui.

Fátima Goulart saboreando a Paella do Feitiços da Sogra

Fátima Goulart saboreando a Paella do Feitiços da Sogra

Ela nos mandou uma mensagem assim: “Essa paella do Restaurante Feitiços da Sogra em Niterói é algo indescritível. Fui agora em janeiro pela segunda vez saboreá-la. Fui levada pela minha amiga Ana Maria Pinto Alves da Silva. Quem come uma vez, volta sempre”.

Paella do restaurante Feitiços da Sogra em Niterói.

Paella do restaurante Feitiços da Sogra em Niterói.

Adoramos a sugestão, Fátima! Muito obrigado! Nunca fomos no restaurante Feitiços da Sogra, mas a Paella realmente parece ótima e os comentários sobre este restaurante na Internet são muito bons. Aliás, nunca fomos em Niterói (somente de passagem para Búzios). Mas quando formos, com certeza vamos lá provar os feitiços desta sogra.

E você, leitor, se quiser ver sua sugestão de prato da alta gastronomia publicado aqui neste blog, basta mandá-lo para nós clicando em contato ou pelo facebook. Abraço e até a próxima!

Truta salmonada da Boa Lembrança – Jardim Secreto

“Jardim Secreto” é um nome muito justo para este restaurante que fica em meio à mata de Penedo, uma vila chique pertencente ao município de Itatiaia – RJ, ao pé da serra das agulhas negras. Não confunda com Penedo, a cidade alagoana próxima à Maceió e nas margens do rio São Francisco, chamada de “Ouro Preto de Alagoas”. Já fomos lá também e adoramos, mas isso é outra história.

A vila de Penedo, aliás, tem uma história interessante. Um grupo de finlandeses comprou uma grande fazenda de café neste local, no início do século passado. Lá, eles tentaram criar uma sociedade agrícola utópica, onde as pessoas eram vegetarianas e plantavam sua comida, que depois era trocada entre eles. Claro que a experiência foi um fracasso, mas as casinhas no estilo finlandês ficaram, assim como a belíssima mata reflorestada (infestada de belas cachoeiras) que ocupou o antigo cafezal.

A linda "Cachoeira de Deus", que fica próxima ao Jardim Secreto

A linda “Cachoeira de Deus”, que fica próxima ao Jardim Secreto

Isso atraiu os turistas há algumas décadas, que por sua vez instigaram o surgimento de inúmeras pousadas charmosas e restaurantes de alto nível (e preço idem). Jardim Secreto (que tem este site ruinsinho) é o melhor deles.

Ele está fora do centro da vila, mas próximo à mais visitada cachoeira. É fácil de achar: fica numa rua que é a continuação da avenida principal de lá (Av. Três Cachoeiras, 3899). Logo na entrada, ficamos encantados com a linda construção. Os passarinhos estão sempre lá, comendo o mamão que é colocado pelos proprietários. Dentro, um ambiente muito bonito e agradável, levemente sofisticado, mas sem ostentação.

A fachada do restaurante Jardim Secreto

A fachada do restaurante Jardim Secreto

Pedimos ao garçom, que nos atendeu impecavelmente, o prato da boa lembrança: Uma truta salmonada ao molho de laranja e damasco com risoto de brie. O outro prato pedido foi um filet de peito de pato ao molho de cassis com purê de batatinha salsa (lá eles chamaram de batata baroa, mas também tem gente que chama de “mandioquinha”). Maravilhoso!

Foto de pertinho da Truta salmonada da Boa Lembrança

Foto de pertinho da Truta salmonada da Boa Lembrança

O prato, chamado “Truta salmonada da Boa Lembrança” estava realmente divino. O peixe estava idêntico a uma posta de salmão, tanto na aparência rosada quanto no gosto. O molho agridoce caiu muito bem. O arroz do risoto não era Carnaroli, geralmente usado para este fim. Era um arbóreo normal, mas isso não atrapalhou o prato, já que ele estava no ponto certo (al dente) e o queijo brie, ajudado pelo parmesão, combinou muito bem com o peixe.

Truta salmonada da Boa Lembrança

Truta salmonada da Boa Lembrança

Esses sabores fantásticos, em meio a mata exuberante, são mesmo para se lembrar pra sempre. Esperamos voltar logo. E quando formos, claro que vamos aproveitar para visitar também o “Gosto com gosto”, que fica em Visconde de Mauá. Mas isso é assunto para nosso próximo post. Até lá!

Crustáceos com salada de mar – Parador Valência

O restaurante Parador Valência não é muito fácil de achar. Fica em Itaipava, que é um distrito chic e belo de Petrópolis, há 60 km do Rio e a 350 km da minha Itajubá. Cariocas ricos batem ponto por lá nos finais de semana, principalmente. Sabe aquele acidente com o filho do Eike Batista? Pois é, ele estava retornando de um jantar em Itaipava. Aqui tudo é bonito, mas o comércio é relativamente caro, embora o preço do hotel seja razoável e até barato em comparação ao Rio.

O restaurante fica próximo ao centro comercial de Itaipava, mas para encontrá-lo você precisa subir uma rua fininha e muito, muito íngreme. Você fica se perguntando se está mesmo no caminho certo. Ao chegar ao restaurante, ele mais parece uma casa. E é.

O ambiente do restaurante é lindo, pequeno e aconchegante. Tudo nele lembra a Espanha. Aliás, a Espanha, não. Valência, que é uma região da Espanha orgulhosa por ter costumes próprios. Não fizemos reserva, mas também não precisou: era um dia de semana, Itaipava estava quase sem turistas e, portanto, o restaurante estava vazio.

Conhecemos o Chef, sr. Paquito. Muitíssimo simpático, ele adorou quando pedimos para tirar uma foto com ele. Espanhol e valenciano, ele também é proprietário do restaurante, que também é sua casa desde 95.

Priscila, Paquito e eu

Priscila, Paquito e eu

No cardápio há uma aula sobre a origem da Paella, que é uma especialidade do restaurante. Segundo estava escrito lá, a Paella surgiu quando o pessoal resolveu cozinhar a carne de caça, principalmente lebres, com o arroz. É diferente do que já havia ouvido falar, de que a Paella surgiu primeiro pelas mãos dos pescadores que queriam aproveitar os frutos do mar que não eram vendidos (mexilhões, lulas, polvos). Bom, fiquei com dúvida, mas não me importei. O importante é comer. :)

A Priscila pediu uma Paella com carne de coelho excelente. Não pedimos duas paellas, porque, claro, tínhamos que experimentar o Prato da Boa Lembrança. E o prato em questão foi “Crustáceos com salada de mar“. Uma maravilha. É muito bem apresentado e não é muito grande, embora o pedaço de lagosta seja substancial. Recomendo pedir uma entrada, pois você pode ficar com fome depois de comê-lo. A combinação de lagosta com pequenos camarões e anéis de lula, champignon ao azeite, pimentões e feijões mulatinhos é fantástica! Paquito realmente sabe o que está fazendo.

Parador Valencia

Agora sempre que eu penso em comida espanhola eu me lembro do Parador Valência. A melhor comida espanhola que eu conheço no Brasil.