Tortelloni di Zucca con Burro e Salvia – Osteria Casa Mattiazzi

O Osteria, como é conhecido por todos os belorizontinos, é um restaurante italiano que se localiza em um bairro afastado da capital mineira. Na verdade, não é um bairro muito longe, ele é bem fácil de chegar. Mas fica fora do eixo dos melhores restaurante de BH. É um lugar que lembra muito o interior de Minas. As ruazinhas são estreitas de mão dupla e com estacionamento dos dois lados, as calçadas são finas e esburacadas e as casas são simples. A fachada do restaurante lembra muito os anos 60 com portas enormes de aço que ficam enroladas no alto da parede.

Osteria Casa Mattiazzi

Osteria Casa Mattiazzi

Me senti realmente no interior depois que vi logo na entrada do restaurante a horta que fica plantada em pequenos vasinhos decorando o ambiente. Logo, fomos recepcionados com a gentileza de um dos garçons indicando a mesa para dois.

Não fizemos reservas e acabamos dispensando a entrada e pedindo logo o prato da Boa Lembrança,  Tortelloni di Zucca con Burro e Salvia, uma massa verdadeiramente italiana preparada na hora pelas mãos talentosas do chef Massimo, um veneziano que não esconde sua paixão por Veneza.

O tortelloni é uma massa delicada recheada com moranga  e salteada por castanhas. Moranga, para quem não sabe, é um tipo de abóbora. Uma combinação muito interessante e saborosa, mas que ao meu paladar faltou algo. Talvez um sabor um pouco mais forte: uma carne, um queijo forte ou uma pimenta. O prato do meu companheiro de viagem foi um Penne com queijo gorgonzola que estava realmente divino. Não tem para ninguém: a melhor massa de Belo Horizonte é servida no Osteria.

Tortelloni di Zucca con Burro e Salvia

O prato da boa lembrança: Tortelloni di Zucca con Burro e Salvia

O que mais me chamou a atenção no Osteria não foi o prato da Boa Lembrança e sim a decoração, o ambiente, o atendimento e a adega de vinhos. O restaurante é divido em três ambientes decoradas com quadros retratando Veneza, garrafas de vinhos com rótulos diferentes por toda a parte e muitas massas em potes de vidro mostrando a base da alimentação italiana.

Tortelloni di Zucca con Burro e Salvia – Osteria Casa Mattiazzi

Tortelloni di Zucca con Burro e Salvia – Osteria Casa Mattiazzi

O restaurante já foi homenageado pela Veja várias vezes como o melhor restaurante de BH da categoria italiana. Os pratos da boa lembrança ficam espalhados por todo o restaurante compondo em harmonia a decoração que nos faz sentir um pouco dentro da Itália  Só faltou os garçons falando em italiano, como acontece no restaurante Laura e Francesco, para nos sentirmos em plena Itália. Mas eles também tem o selo “Ospitalitá Italiana” para provar que também são genuinamente italianos.

Estando em Belo Horizonte e se você gosta de comida Italiana, não deixe de ir no Osteria Casa Mattiazzi!

Marreco à Provençal com Polenta Trufada – Patuscada

O Restaurante tem nome engraçado. “Patuscada” tem como significado “reunião de várias pessoas que estão comendo e bebendo alegremente”. Muito conveniente para o local, já que além de restaurante ele também é um bar à noite e é muito conhecido na capital mineira. Funciona de dia e de noite: chama muito a atenção o horário de funcionamento, já que abre às 11:00 e só fecha de madrugada (“só depois do último cliente”, segundo eles).

Interior do Patuscada

Interior do Patuscada

Tem uma decoração interessante com mesinhas na calçada. É a cara dos bares belorizontinos, rústico e delicado ao mesmo tempo. Há uma parede recheadas dos maravilhosos pratos da boa lembrança. Fica localizado na esquina da avenida Bernardo Monteiro com a avenida Bernardo Guimarães, a famosa esquina “Bernardinho, Bernardão”. Não é uma tarefa fácil achar estacionamento em frente ao restaurante, devido ao intenso movimento da avenida e da delegacia de polícia ao lado, que cujos oficiais ocupam todas as vagas. Mas há serviço de manobrista.

Parede com Pratos da Boa Lembrança do Patuscada

Parede com Pratos da Boa Lembrança do Patuscada

Do salão do Patuscada é possível visualizar a cozinha. Infelizmente não conhecemos pessoalmente os chefs responsáveis pelas maravilhas gastronômicas, Clóvis e Andrea Viana. Clóvis Viana é um chef de primeiro time. Começou aos 17 anos e por muito tempo se destacou por ser o único chef de cozinha fora do eixo São Paulo / Rio a ter três estrelas no guia quatro rodas. O atendimento do restaurante é nota 10, assim como o prato da boa lembrança.

O Marreco à Provençal com Polenta Trufada  é um prato para quem realmente aprecia uma gatronomia fora do padrão, quase exótica. Uma polenta extremanente leve com pequenos pedaços de cenoura e abobrinha decorando o prato e misturando-se aos pedaços da carne de marreco deliciosamente macios.

Marreco à Provençal com Polenta Trufada

Marreco à Provençal com Polenta Trufada

Não foi necessário pedir entrada, os pratos foram bem generosos. Mas não é sempre assim. É a segunda vez que frequentamos o restaurante atrás do prato e há alguns anos atrás ficamos com um gostinho de “preciso mais”. Então é bom ter uma prosa com o garcon antes do pedido para ver a necessidade de entrada ou couver.

Priscila e o Marreco à Provençal com Polenta Trufada

Priscila e o Marreco à Provençal com Polenta Trufada

O prato estava realmente muito gostoso e ficaria ainda melhor se tivesse sido acompanhado de um excelente vinho Cabernet Sauvignon. Mas felizmente a lei seca em BH não está dando folga aos motoristas.

O prato da Boa Lembrança: Marreco à Provençal com Polenta Trufada

O prato da Boa Lembrança: Marreco à Provençal com Polenta Trufada

Aliás, o Patuscada é sempre um restaurante de muitas recordações. Foi lá que conhecemos o prato da boa lembrança. Ou seja, foi lá que tudo começou. Mas isso é história para outro post!

Até a próxima!

Papardelle da floresta a beira mar – Banana da Terra

Paraty é um encanto! Uma mistura de Ouro Preto com Angra dos Reis. O centro histórico da cidade parece uma viagem no tempo. As casas são caprichosamente conservadas como no século XVII, época de sua fundação. Até as ruas mantém o calçamento original, de “pés de moleque” (pedras brutas, assentadas desordenadamente). Ninguém é o mesmo depois de  passear pelo centro histórico de Paraty.

A entrada do restaurante  Banana da Terra

A entrada do restaurante Banana da Terra, em Paraty

Infelizmente, chegar à Paraty não está fácil para quem sai do Sul de Minas. A estrada Paraty-Cunha está um descalabro, embora o governo sinalizou com a informação de que será construída uma estrada-parque que resolverá este problema.

E no coração do centro histórico de Paraty que fica o charmoso “Banana da Terra”, nosso restaurante de hoje. Foi aberto em 1994 e é comandado pela criativa chef Ana Bueno.

A chef do Banana da Terra, Ana Bueno

A chef do Banana da Terra, Ana Bueno

A chef faz questão de misturar a cozinha caiçara tradicional (usando bananas, raízes, farinhas, frutas e a cachaça) com técnicas clássicas da culinária, o que torna seus sabores irresistíveis e singulares. A chef produz vários dos ingredientes usados, e até os próprios pratos de cerâmica em que os pratos são servidos. Cada comida é servido num prato próprio personalizado.

O prato da boa lembrança, “Papardelle da floresta a beira mar” é realmente muito criativo – e saboroso. Um mix e lulas, camarões, açaí e o delicioso palmito pupunha nativo, colhido pelos índios da região.

Papardelle da floresta a beira mar - Banana da Terra

Papardelle da floresta a beira mar – Banana da Terra

A partir de hoje, sabiam uma coisa: o restaurante é um dos pontos turísticos imperdíveis de Paraty, ao lado do passeio de escuna pelas ilhas e da visita a alguma das dezenas de alambiques do município. Uma viagem que tem tudo pra ficar inesquecível!

Priscila no Banana da Terra, em Paraty

Priscila no Banana da Terra, em Paraty