Porcelet en fines lamelles – Taste-Vin

Hoje vamos fazer uma resenha de um restaurante que visitamos pela segunda vez, na capital do nosso estado, Belo Horizonte!

E não é a toa que estamos voltando. A primeira vez foi excelente e ficamos loucos pra voltar! O problema é que Minas Gerais é grande, e não estarmos muito próximos de Belo Horizonte. E nas poucas vezes que vamos para lá, ficamos divididos. Na vontade de ir em vários excelente restaurantes, como A favorita, Hemengarda, Osteria Casa Maitiazzi, Gomide, Vecchio Sogno, Patuscada, D´ArtagnanXapuri… Enfim, o que não faltam são excelente opções gastronômicas em BH!

E lá fomos nós!

Não encontramos vagas de estacionamento perto, porque a região é super movimentada à noite. Acabamos deixando o carro com um flanelinha. Bobo é que nós somos! Já dentro do restaurante, vimos que eles tem estacionamento próprio com manobrista, mas ele fica na rua de trás.

Encontramos o restaurante cheio! Telefonamos lá antes para reservar, mas a atendente nos falou que as reservas só podem ser feitas até as 20h30 mas nós “podíamos ir, porque o restaurante estava tranquilo”. Que nada! Quando chegamos, não encontramos lugar. Mas ela foi logo nos acalmando e dizendo que nós teríamos uma mesa imediatamente, já que éramos os únicos na lista de espera. E realmente, não esperamos nem 5 minutos.

Mas logo ao sentar e pedir o menu, tivemos uma surpresa. O prato da Boa é uma entrada! E este é um dos casos raros em que isto acontece. Não por acaso, o preço é um dos menores que temos notícia: R$34,00. Claro que na prática você vai pedir o prato principal também e eles custarão no mínimo algo em torno de R$70,00, o que vai levar a conta para além dos R$100, antes das bebidas e do serviço.

A louça do Porcelet en Fines Lamelles

A louça do Porcelet en Fines Lamelles

O prato é um “Porcelet en fines lamelles”, que pode ser traduzido como “Leitão em tiras finas”. Não sabíamos muito bem o que poderia vir pela descrição. E ao recebermos, uma surpresa bastante inovadora, na minha opinião. O prato é uma espécie de carpaccio de porco defumado. Acompanhando, uma salada de alface decorada com flores comestíveis, pedaços de gorgonzola e castanha de caju tostada. Uma combinação forte, mas ao mesmo tempo muito equilibrada. Pede um vinho bem encorpado para harmonizar com precisão. E vale a pena colocar um pouco de azeite para dar um toque especial ao prato!

Porcelet en Fines Lamelles - Taste-Vin

Porcelet en Fines Lamelles – Taste-Vin

Para o prato principal, eu pedi um coelho assada com mostarda Dijon. Um prato que cumpre o que promete. A carne é está deliciosamente assada, super macia e o molho de mostarda é super generoso e combina muito bem com o sabor da carne de caça. Ele também é ornamentado com uma flor comestível (será que uma flor aparece em todos os pratos? não sei dizer!).

Coelho assado com mostarda Dijon do Taste-Vin

Coelho assado com mostarda Dijon do Taste-Vin

No fim, um último mimo: você receber duas deliciosas trufas com o pagamento da conta.

Saímos super satisfeitos e querendo retornar uma terceira vez, na próxima viagem à BH… O problema será decidir novamente, diante de tantas boas opções!

Polenta a Neymar – Oliver

O Brasil é mesmo um país maravilhoso e cada cantinho tem um toque especial, seja ele no jeito das pessoas, no sotaque ou na expressão da gastronomia. E gastronomia é o nosso robe favorito e isso nos levou à nossa querida capital do Brasil!

Brasília é uma bela cidade projetada para a administração do país, com ruas amplas e arborizadas. Um excelente lugar para quem quer conhecer de perto a história política de nosso país. É um ótimo lugar para “turistar”!

E é no Distrito Federal que se encontra o restaurante Oliver, a bola da vez. Localizado próximo ao movimentado Eixo Monumental, o Oliver se encontra dentro de um clube de golf. Um lugar ótimo para ir durante o dia vislumbrar a paisagem e durante a noite com os amigos em um “happy hour” em grande estilo.

Esse jantar foi especial, não só pelo ambiente bonito e agradável, mas como pelas companhias. Foi o primeiro encontro do blog da boa lembrança com colecionadores do clube da boa lembrança de Brasília.  Como foi um encontro de colecionadores, já tínhamos reserva feita. Aliás, é prudente deixar reservado, pois o restaurante fica lotado muitas vezes.

Achei o lugar muito interessante. Confesso que tinha receio de ir até lá pelo fato de ficar dentro de um clube de golf. Achei que talvez fosse difícil de encontrar e entrar. Mas não foi tudo perfeito. Preconceito é mesmo uma coisa que nos inibe de conhecer coisas maravilhosas…

Pra começar, comemos uma entrada super interessante e autoral do chef Rodrigo Freire. Trata-se de uma espécie de mini-ceviche delicioso, que vem servido numa colher. O sabor é fantástico! Na verdade, fiquei na dúvida se aquilo pode ser considerado o famoso “Leite de Tigre”, que é como os peruanos chamam o caldo ácido que é derivado do ceviche.

Leite de Tigre - Oliver

Leite de Tigre – Oliver

Ao mesmo tempo, tomamos também o ótimo espumante personalizado da Boa Lembrança, produzido pela Casa Valduga. Ele tem um lindo rótulo assinado pela artista plástica Cris Conde. Show de bola! A Casa Valduga não faz nada que não seja delicioso, não é? Inclusive, nós fomos visitar a vinícola durante nossa viagem à rota do vinho no Rio Grande do Sul.

Espumante da Boa Lembrança

Espumante da Boa Lembrança

Bom, agora chega de mais delongas. Vamos falar do prato da boa lembrança em si! A “Polenta a Neymar”. O prato, claro, foi pensado na época da Copa do Mundo do Brasil e por isso é uma homenagem ao principal atacante da seleção. E não só pelo nome, o prato também é muito brasileiro nos ingredientes: utiliza basicamente milho, mandioca e carne seca. A polenta é mole, e em cima é colocado um mousseline de mandioca, uma deliciosa carne seca desfiada com cebola roxa e crispi de alho poró. Eu achei super criativo e ao mesmo tempo delicioso!

Polenta a Neymar

Polenta a Neymar

O chef teve a delicadeza de conversar conosco na mesa. E durante nosso bate-papo sobre o prato, ele nos confidenciou que tem planos de diminuir a porção do prato e passar a oferecê-lo como uma entrada. Achei uma excelente estratégia, já que o prato realmente cairia muito bem como uma entrada, se fosse menor.

Polenta a Neymar - Oliver

Polenta a Neymar – Oliver

Resumo da história: retornamos ao hotel apaixonados pelo Oliver e pelas criações do Rodrigo!