Lagosta ao Provençal – Wiella Bistrô

Fomos no restaurante Wiella Bistrô, em Pernambuco, na “correria”. Estávamos em conexão, entre um voo e outro no aeroporto de Guararapes, Recife, e achamos que daria tempo de darmos um pulinho para almoçar lá, no meio da tarde.

Pegamos um taxi no aeroporto e fomos até lá. O restaurante fica dentro de uma galeria na praia da boa viagem, um lugar muito bonito e requintado.

No site consta que fica aberto do meio dia à meia noite. Chegamos por volta das 16h e parecia que estava fechado! Ficamos super tristes e achando que o site estava errado… Com luzes apagadas e as portas fechadas não tinha como pensar diferente… Mas aí resolvemos tentar abrir a porta e vimos que estava só encostada… Entramos e ficamos esperando no escuro, até um garçom aparecer! :)

Interior do Wiella Bistrô, em Recife.

Interior do Wiella Bistrô, em Recife.

Ao sentar, perguntamos sobre o prato do boa lembrança e mais uma vez fomos surpreendidos com a falta da louça. Ficamos chateados novamente, mas o gerente muito gentil autorizou nos enviar pelos correios e também nos deu uma louça comemorativa da inauguração da fábrica Jeep em Pernambuco.

Prato da Boa Lembrança - Jeep

Prato da Boa Lembrança – Jeep

Aí ficamos mais felizes e pedimos o prato da boa lembrança: Logosta ao Provençal.

Prato da Boa Lembrança: Lagosta ao provençal, Wiella Bistrô.

Prato da Boa Lembrança: Lagosta ao provençal, Wiella Bistrô.

O prato é divino! Um grande filet de lagosta ao provençal (azeite, alho, tomates e manjericão), acompanhado de um pure de mandioquinha e um caldo de camarão com creme de leite fresco. Não tem como ficar ruim, né? Sabor impecável!

Prato da Boa Lembrança: Wiella Bistrô 2015.

Prato da Boa Lembrança: Wiella Bistrô 2015.

Retornamos para Minas, mas ainda estamos esperando o nosso prato, que ainda não chegou…

Menu Desgustação – Kitanda Brasil

Minas Gerais é o Estado que mais têm maravilhas no Brasil, seja por suas deslumbrantes montanhas, suas estradinhas cheias de curvas, nossas lindas cidades históricas ou simplesmente por nossa gastronomia.

Tenho grande afeição por viagens gastronômicas e por isso posso dizer que conheço quase toda culinária brasileira (a melhor do mundo!), mas a mineira é sem dúvida minha grande paixão.

Tutu de feijão, canjiquinha, rabada, pé de porco, couve, farofa, costelinha de porco, torresmo, ovo caipira, pão de queijo, bolo de fubá, doce de leite, doce de abobora… Ai meu Deus, só de escrever dá água na boca. Tenho muita pena daqueles que ainda não tiveram a oportunidade de provar dessas maravilhas, e quem ousar dizer que não gosta da comida mineira, é porque não tem amor à vida.

Como colecionadora do prato da Boa Lembrança sempre tento ir quando tem pelo menos um restaurante associado. Isso é uma das coisas que me leva muitas vezes à Tiradentes, uma linda cidade histórica de Minas Gerais. Lá você encontra os mais lindos móveis de madeira, artesanatos em linho, pedra, barro e muitos botecos de fazer qualquer mortal sair da dieta. Em uma dessas minhas visitas, fiz um curso rápido de fabricações de queijos, onde conheci uma chef que me deixou curiosa para conhecer a sua comida no “Kitanda Brasil”.

Logo reservei, pelo Facebook, com a própria chef, Tanea Romão, um almoço no estabelecimento.

Interior do restaurante Kitanda Brasil, em Tiradentes, MG.

Interior do restaurante Kitanda Brasil, em Tiradentes, MG.

Localizado em uma rua perto do centro histórico, tem muito fácil acesso. Fica em uma casa que dá a sensação de estar entrando em uma daquelas “casinhas de roça”. Do salão dá para ver a cozinha movimentada e como é preparado com carinho cada prato.

A chef dá uma aula de resgate da culinária tradicional no Brasil e com muito carinho explica cada prato servido. Fizemos o Menu Degustação.

Foi tanta maravilha servida que decidi falar de todos os pratos detalhadamente, só para deixar vocês com vontade.

Mineiro não dispensa uma boa cachaça e a Tanea sabe usar muito bem essa iguaria fazendo deliciosas e inusitadas caipirinhas.

Caipirinhas do Kitanda Brasil

Caipirinhas do Kitanda Brasil

A quem ache que a boa caipirinha é só a de limão, espere até provar a de banana, mel e pimenta! Tem também a de uva, alfazema e limão; a de tomate cereja, manjericão e limão; e a de mexerica, limão e pimenta rosa.  Sabores deliciosos, que combinados se tornam irresistíveis!

O primeiro prato foi um pãozinho de iogurte, para saborear com manteigas temperadas de café, hibisco e abacaxi com pimenta. Seguindo veio uma tapioca tradicional, ou seja de manteiga. Não precisamos rechear a tapioca com dois, três recheios diferentes para que ela fique saborosa.

Pão de Iogurte do Kitanda Brasil

Pão de Iogurte do Kitanda Brasil

Conhecemos também uma versão do pastel paulista: uma deliciosa massa fina aberta com recheio de queijo canastra, tomate e geleia de pimenta.

Se você acha que sopa é coisa de inverno e quanto mais quentinha melhor, está enganado. Foi-nos servido em uma xícara de ferro uma deliciosa sopa fria de beterraba com requeijão. Depois de tantas delicias ainda fui surpreendida com um biscoitinho de polvilho recheado com queijo canastra e geleia de café. Ainda me pego pensando nesse biscoitinho!

Já está cheio? Essas foram somente as entradas. O prato principal foi um delicioso feijão branco temperado com carne, arroz branco, costelinha de porco com molho de laranja sob uma caminha de mamão verde. Dá para acreditar nesse prato? Não posso me esquecer da deliciosa pimentinha cumari, arde até pensamento.

O segundo prato foi dobradinha. Eu que tenho receio de dobradinha achei muito saboroso e extremamente bem feito.

A sobremesa foi interessante: sopa de queijo com doce de leite e laranja e raspas de limão.

Sopa de queijo com doce de leite e laranja e raspas de limão - Kitanda Brasil

Sopa de queijo com doce de leite e laranja e raspas de limão – Kitanda Brasil

No final, você pode comprar o queijo, as geleias e muitos temperos na vendinha do restaurante.

Parabéns, Tanea Romão! O Kitanda Brasil é uma fantástica experiência gastronômica.

Deixo aqui duas solicitações: Uma para que a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança coloquem urgente o Kitanda Brasil na associação e dê esse prazer para os seus colecionadores. A outra é para que a Tanea Romão aumente a porção do biscoitinho de polvilho, ele é sem dúvida o melhor que já comi na minha vida. Queria trazer um saquinho cheio deles para o Sul de Minas.

Açorda de Bacalhau – Calamares

Viajar para Porto Alegre foi uma experiência fantástica. O Sul do Brasil é um lugar maravilhoso com pessoas muito educadas e paisagens deslumbrantes. Os melhores vinhos do país são produzidos nesta região e nada melhor do que uma boa gastronomia para acompanhar.

Não é somente de churrasco que vive o gaúcho. Para provar isso Porto Alegre tem o Calamares, eleito o melhor restaurante de comida portuguesa da cidade por cinco anos consecutivos. Seu currículo aliado ao prato da boa lembrança nos levou até lá para provar um autentico bacalhau português.

Está localizado em uma casa com características portuguesas que tem uma decoração interessante e faz com que tenhamos a gostosa sensação de estar em Porto. O tão esperado prato é o Açorda de Bacalhau, um prato com uma decoração e combinação perfeitas.

Uma camada de pão de ciabatta, bacalhau desfiado com um ovo caipira por cima, acompanhado de um mix de legumes e azeitonas pretas. O ovo vem com a gema mole e não tem nada que um mineiro goste mais do que um ovo caipira com a gema mole, então o prato já caiu no nosso gosto.

Açorda de Bacalhau, do Calamares

Açorda de Bacalhau, do Calamares

Bacalhau é um prato relativamente delicado de fazer, pois como é um peixe extremamente salgado é indicado colocar o peixe de molho e trocar a água por várias vezes até o sal sair um pouco. Mesmo assim o peixe fica um pouco salgadinho, mas com as combinações do prato tudo tende a ficar harmonioso.

Infelizmente não sabemos se foi um erro do chef ou se o bacalhau português é sem sal. O prato não tinha muito gosto, estava tudo extremamente sem sal, inclusive o bacalhau que é salgado teoricamente. O Açorda de Bacalhau foi uma grande decepção. Como é que um restaurante premiado consecutivamente como o melhor português de Porto Alegre faz um bacalhau sem sabor? Minha critica não é ao restaurante e sim ao prato que nos levou de Minas Gerais até Porto Alegre.

O prato do boa lembrança: açorda de bacalhau.

O prato do boa lembrança: açorda de bacalhau.

Mesmo depois do prato decidimos provar a sobremesa, afinal os doces portugueses são maravilhosos. Pedimos um folhado de ovos moles. A sobremesa foi simplesmente a melhor coisa que nos aconteceu.

Confesso que comer somente um foi um pecado e se soubesse do desastre que seria o Açorda, teríamos comido somente o doce. Temos certeza que os prêmios do Calamares não foram em vão e que o Açorda foi uma infeliz escolha do restaurante para ser apresentado para pessoas de paladar critico como nós, os colecionadores da Boa Lembrança.

Guerreiro Eterno – Sushi by Kleber

Este post é um mini-post para falar sobre uma triste baixa na associação da boa lembrança. Trata-se do “Sushi By Kleber”, um dos melhores restaurantes de comida japonesa do Sul do País.

Infelizmente o restaurante já não é mais associado.

Guerreiro Eterno - Sushi by Kleber

Guerreiro Eterno – Sushi by Kleber

Ano passado fomos lá e comemos o delicioso “Guerreiro Eterno”. Infelizmente, o prato quebrou dentro da nossa mala no retorno para casa. Fazer o que?

É uma pena, porque a louça era linda:

Prato da Boa Lembrança: Guerreiro Eterno, do Sushi by Kleber.

Prato da Boa Lembrança: Guerreiro Eterno, do Sushi by Kleber.

Km Zero – Zé Maria

Fernando de Noronha é um arquipélago brasileiro que pertence ao Estado de Pernambuco. São 26 km de formações rochosas, ilhas e ilhotas de formação vulcânica. Uma maravilha que pertence a nós, brasileiros.

Embora a ilha tenha 26 km de extensão, somente uma pequena parte é habitada por uma pequena vila onde se encontram pequenas pousadas, agências de turismo local e muitos restaurantes. A ilha é limitada pelas leis brasileiras, não pode ter grandes hotéis, muitos turistas, etc. E só tem um banco e um posto de gasolina, entre outras coisas. Mas na gastronomia, não se pode reclamar. É possível passar 4 dias na ilha comendo em restaurantes de alto nível sem repetir nenhum.

Umas das maiores e melhores pousadas de Fernando de Noronha é a do Zé Maria. E é lá que fica localizado o restaurante que faz parte da Associação da Boa Lembrança. Um restaurante muito bonito e rústico-chic, o que combina com a beleza paradisíaca da ilha. Logo na entrada já expõe as lindas louças da associação.

O atendimento é nota mil, o que destoa da maioria dos restantes da ilha. Algumas mesas ficam localizadas em uma varanda que tem o privilégio de avistar as belezas naturais e o almoço se torna mais agradável com a bela visão do Morro do Pico, cartão postal da ilha.

Pitanga colhida na hora para fazer a caipirinha

Pitanga colhida na hora para fazer a caipirinha

O cardápio é outra atração do restaurante, é lindo e com pratos maravilhosos. Logo fomos informados pelo gentil garçom sobre as caipirinhas de fruta da época. A indicação foi a de pitanga. A fruta é de produção própria e colhida na hora, deliciosa.

O lindo cardápio do restaurante Zé Maria

O lindo cardápio do restaurante Zé Maria

O prato da vez foi o KM Zero: duas generosas postas do peixe “cavala”, muito comum na ilha. A carne é branca, não tem nenhum espinho e é muito saborosa. Acompanha cubos de jerimum, chips de macaxeira, chutney de pimenta, crisp de rúcula e purê de banana.

Prato do Boa Lembrança Km zero - Zé Maria

Prato do Boa Lembrança Km zero – Zé Maria

Um prato muito bonito, mas a combinação não estava a altura da decoração. O peixe sem dúvida é maravilhoso e tinha uma farofa deliciosa por cima, dava um crocante muito gostoso. Todos os ingredientes são obtidos localmente, o que deixa feliz os adeptos do “local food”.

Os cubos de jerimum e os chips de macaxeira eram mais bonitos do que saborosos. O purê de banana foi sensacional.  Está longe de ser um prato ruim, mas se fosse somente o purê com o peixe (dispensando o chips de mandioca), faria mais sucesso.

Prato da boa lembrança: KM 0

Prato da boa lembrança: KM 0

Isso não tirou o glamour do restaurante. Continuo achando que é uma dos melhores de Fernando de Noronha e ficou um gostinho de quero mais! Pena que nossa estadia no Caribe brasileiro foi curta.

Um ponto interessante: a cada venda deste prato o restaurante doa R$ 1,98 para a manutenção de uma horta da creche da vila. Legal, não? Pode apostar: Zé Maria é ótimo e voltaremos sempre que pudermos.